Newsletter

Cadastre-se e receba novidades da AACC-MT

Imprensa

Mães deixam lar e emprego para se dedicar a filhos com câncer

27/05/2018 às 19:48

Mães deixam lar e emprego para se dedicar a filhos com câncer

 Presente em todas as horas, o amor de mãe é um sentimento às vezes difícil de se dimensionar. Mas é nos piores momentos que ele aflora e revela sua capacidade de ser grande.

E nesse dia especial dedicado a elas, o MidiaNews encontrou histórias de mulheres que dedicam sua vida - ou vezes abdicam dela - para cuidar e acompanhar os filhos que foram diagnosticados com câncer.

Histórias presentes em todos os cantos da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACC), em Cuiabá, um local que virou referência para famílias do interior que buscam na Capital o melhor atendimento para seus filhos.

“Se você ama mesmo seu filho, larga tudo”, diz Luiza Schmoeler da Silva. Ela é mãe de um adolescente de 12 anos que foi diagnosticado com a doença em julho de 2017. O menino já está quase “curado”, comemora.

Na entrevista, Luiza relatou que, apesar da gravidade da doença e do medo, ela não mediu esforços para deixar a vida em Juara (690 km de Cuiabá) e acompanhar o filho no tratamento em Cuiabá.

Ela passa a maior parte do tempo na AACC, tendo deixado para trás a filha de 16 anos, que ficou na cidade com o marido.

“É triste e dói muito deixar nossa casa, os outros filhos, o marido...Mas quando descobrimos que o Alan tinha câncer e que os tratamentos teriam que ser feitos em Cuiabá, não pensei duas vezes em deixar meu emprego e minha casa. Esse é o dever de toda mãe”.

Em comum nos relatos das mães, percebe-se que o maior presente neste dia especial é poder estar ao lado de seus filhos, enquanto, claro, a tão aguardada cura não vem. E este significado fica mais evidente em casos como o da dona Adriana Pereira Passos, de 38 anos.

Ela está enfrentando um novo diagnostico de câncer do filho, que já estava sendo considerado praticamente curado de outro tumor maligno. De acordo com Adriana, a doença voltou mais severa e em outra parte do corpo.

Mãe e filho são de Pontes e Lacerda (a 493 km de Cuiabá) e precisaram voltar à AACC para a retomada do tratamento.

Religiosa e dizendo-se mais forte do que nunca, a mãe dá graças a Deus por poder acompanhar o filho.

“Não é fácil. O primeiro nódulo tinha saído perto da faringe. Ele estava praticamente curado, mas em março descobrimos que o câncer voltou, desta vez atrás do olho. Já está um pouco avançado, mas deixei nas mãos de Deus. Ele curou uma vez e tenho muita fé que vai curar de novo. Apesar disso, dou graças a Deus de poder estar com meu filho”, explicou.

Adriana conta que este será o segundo dia das mães que passa longe de casa e de seus outros quatro filhos.

“Não vou dizer que é fácil porque não é. Mas se estou aqui é sinal de que ele ainda está comigo. Para mim, poder estar com ele é muito gratificante. É o meu presente”, declarou.

Em meio às lágrimas, Adriana ainda fala que, apesar de não saber se seu filho será curado, ela irá aproveitar cada segundo de sua companhia.

“A cura será uma providência que está nas mãos de Deus. Mas tenho a certeza que, enquanto ele estiver do meu lado, o amarei e aproveitarei cada segundo. Ao invés de algumas mães ficarem se perguntando por que isso aconteceu, por que Deus permitiu isso, elas têm que apenas dar graças a Deus por serem mães e se dedicar com todas as forças àquele filho que tanto precisa dela".

Força para seguir

Não é fácil ter que conviver com algum parente diagnisticado com câncer, ainda mais se tratando de um filho. E quando o diagnostico aprece bate aquele desespero e medo da morte.

Muitos pacientes se entregam a doença e outros lutam com todas as forças para vencê-la.

A filha da dona Marta Sarafina Barbosa, de 43 anos, é um exemplo desta perseverança. A menina de 9 anos já está no final do tratamento.

"Quando soubemos da doença, foi ela quem me deu forças. Quase entrei em desespero, mas ela me acalmou e disse que ia conseguir passar por essa", destacou.

De acordo com Marta, em muitos momentos de desespero, em meio ao tratamento, ela chorou muito, com medo da filha não suportar o tratamento.

"Foram inúmeras as vezes que ela me pagava chorando. E em todas as vezes ela me dizia "mãe, já disse para você não chorar. Eu já disse que eu vou ser curada'", relatou.

Muito emocionada, ela disse que sua filha já está no final do tratamento e que muito em breve voltará para casa. As duas são de Santo Afonso (a 266 km de Cuiabá), onde também ficou parte da família.

Fonte: Midia News

e-box - Sitevip InternetSitevip Internet